Um padre ou um símbolo sexual?

5 Outubro, 2007 por andrefranca

padre-fabio.jpg
As duas fases do show. Do executivo ao esporte.

Se a pergunta (quem matou Taís?) ficou tão em evidência na semana que passou, o que dizer da visita do padre Fábio de Melo a Belém? Antes de qualquer tipo de comentário, deixo claro que estarei comentando apenas o que vi e ouvi, nada é fruto de uma imaginação fértil. Até gosto muito das músicas do padre e tenho a discografia dele, completa.

No último show que o sacerdote fez em Belém, domingo a noite do dia 30 de setembro de 2007, a Assembléia Paraense ficou pequena para tanta gente. Até aí tudo bem.

Fiz-me presente no show. Este já é o terceiro espetáculo do padre cantor que participo. É inegável o momento de espiritualidade e oração proporcionado, mas infelizmente não é só isso.

Não era só a mulher que fez esse escândalo, durante todo o show era possível ouvir gritos de “gostoso”, o que não tinha nada haver com um espetáculo, que a “priore”, é católico.

No domingo, bem ao meu lado, tinha uma senhora, que não sei o nome, que gritava dizendo que o padre era lindo, gostoso e todos os outros adjetivos possíveis para se dizer de um homem. Achou estranho? Bem, eu achei. Mas o que era ruim de ouvir ficou ainda pior. Pouco antes da metade do show, o padre, que mais parecia um executivo de paletó e gravata, mudou de roupa e ficou com uma camisa social e uma calça jeans, vestimenta suficiente para que a gloriosa mulher ao meu lado disparasse “agora sim. Ficou com jeitão de homem gostoso…..”

Não era só a mulher que fez esse escândalo, durante todo o show era possível ouvir gritos de “gostoso”, o que não tinha nada haver com um espetáculo, que a “priore”, é católico.

No carro, já no retorno para casa, conversava com alguns amigos que diziam sobre o momento de espiritualidade, mas confesso que não saia da minha cabeça a histeria de meninas de no máximo 18 anos se descabelando como se o padre fosse um pop star da vida.

Eu não sei se está certo, mas a evangelização pode estar tomando outros caminhos. Lembrando, não estou afirmando nada, apenas apresentando uma situação.

Quem matou a Taís?

29 Setembro, 2007 por andrefranca

quem-matou-tais.jpgA turma reunida em frente a minúscula tv. Detalhe no rosto de concentração da professora Ivana (com pasta verde na mão)

Essa pergunta foi o tema de muitas conversas nas últimas semanas. Ontem (28/09/07) o questionamento foi respondido em alto estilo: no último capítulo da novela Paraíso Tropical. Tive certeza de uma coisa: novela boa só é boa na última semana. Para saber de todo o resto, basta se interar do que acontece com que está assistindo desde o início e sabe da trama.
Mas o post de hoje é para falar do que vi durante essa última hora de novela no capítulo final.

Depois de uma “prova barra” que não tive (isso foi fundamental para que eu acompanhasse o último capítulo), fui até o laboratório da universidade, chegando lá vi um montinho reunido, pensei que fosse briga, já ia fotografar e escrever uma matéria para o blog, mas logo depois percebi que o monte tava apertado demais e não teria espaço para ser uma briga. Me aproximei e vi que estavam diante de um minúsculo, mas minúsculo mesmo, aparelho de tv de 7 polegadas (eu acho) que ainda era preto e branco.

“Eu esperei por essa noite uma semana….”

Olhos vidrados na tela e detalhe, o horário era de aula e aula da professora Ivana. Segundo ela, o fato de assistir a novela não mudava em nada o caráter da aula, pois eles estavam aplicado Canclini na observação do desenrolar da história (a professora é quem manda né?)

Não resisti e fiquei lá também, tá certo que foi numa posição nada estratégica, mas consegui ver uma parte da imagem chuviscada da pequena tv.

Logo em seguida, o estúdio do laboratório virou uma grande sala de aula e todos os telespectadores, opa, quer dizer, alunos, foram para lá, eu me entrosei logo e segui a procissão. O mais engraçado foi a professora aproveitando os intervalos comerciais para fazer toda uma análise da novela para os alunos.

Depois que descobriram quem foi o assassino da gloriosa Taís, todo mundo da sala se levantou e foi embora, como se a novela tivesse terminado, olhei para um lado, olhei para o outro, vi a hora e disse: é, deixa eu ir também, vou ver a reprise amanhã. “Eu esperei por essa noite uma semana….”

A feira sem o livro

27 Setembro, 2007 por andrefranca

feira-do-livro.jpgOs estantes se preparando para receber a feira

Faltando pouco mais de dois dias para o início da 11ª edição da feira Pan Amazônica do Livro, o Blog do França teve acesso às instalações que estão sendo preparadas para o evento. Para quem vive em Belém não é novidade nenhuma saber que a feira será realizada no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, a questão toda é saber o que esperar da feira desse ano.

Confesso que logo ao entrar no salão principal do Hangar percebi que o espaço para os expositores havia diminuído, não sei se isso realmente aconteceu, mas sensações são sensações.

“A feira vai ficar bonita e eu vou poder descansar”. Disse Dona Eliete

Caminhando pelos estandes encontrei com uma pessoa de história interessante. Dona Eliete Pinheiro trabalha na preparação para a feira do livro há 8 anos, ou seja, conhece bem como funcional as coisas por lá. Ela me disse que o novo espaço tem vantagens e problemas. “O Hangar é lindo, mas os estandes estão menores esse ano, mesmo assim acredito que o evento dê certo”.

O que me chamou atenção foi que Dona Eliete, há pelo menos 2 semanas, está trabalhando de 8 da manhã as 8 da noite, sem folga, nem finais de semana, mas ela se sente recompensada. “A feira vai ficar bonita e eu vou poder descansar”, finalizou.

Outro detalhe que chamou atenção foi o cartaz da feira. As cores ficaram confusas no material. A bandeira de Cuba, o país homenageado este ano e o rosto de Che Guevara chamam mais atenção que o nome e as informações do evento. Ficou estranho.

Kamasutra nas peregrinações

13 Setembro, 2007 por andrefranca

Depois de algum tempo sem publicar nenhum texto hoje volto com uma situação no mínimo inusitada.
Na última terça-feira (11/09/07) aconteceu, na minha casa a já conhecida peregrinação por motivo da preparação para o Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Todos os anos a história se repete, assim como se repete a fisionomia das pessoas que participam do momento, todas com aspectos de cansadas e balbuciam as mais de 50 Ave Marias que rezam.
Minha mãe, católica que é e devota de Nossa Senhora, sempre deixa a casa arrumada, cria todo um ambiente para receber bem as visitas e a imagem da padroeira que chega em procissão.
Velas acesas, imagens de santos, toalha limpa, casa iluminada. Tudo está pronto para a chegada da tropa. Só que esse ano os preparativos tiveram um toque diferente.

“Na embalagem do produto diz o seguinte: Este incenso deve ser usado para criar um clima de sedução para a companheira……”

Mamãe adora incensos, eles deixam a casa perfumada e para quem acredita, trazem harmonia. Ela acendeu um para criar aquele clima de oração. O único problema era que, só eu tinha incenso em casa e o meu incenso não era muito cristão. O incenso que minha mãe usou para perfumar o ambiente foi o Kamasutra Homem…… Na embalagem do produto diz o seguinte: Este incenso deve ser usado para criar um clima de sedução para a companheira……
Pois bem, na “reza” em casa participaram, em 98% das pessoas, senhoras bem idosas. Se juntarmos a idade de 15 delas temos, facilmente, mais de 800 anos, ou seja, pessoas já experientes. Fiquei pensando com os meus botões: Será que aconteceu alguma coisa depois? Será que alguém foi tocado pelo espírito do Kamasutra? Acho melhor eu nem perguntar, essas coisas são, digamos, sigilosas.

Maria da penha ou da peia?

28 Agosto, 2007 por andrefranca

A história a seguir não é de uma Maria, mas pode ser confundida com tantas outras que neste momento sofrem caladas aos maus tratos dos “companheiros”.

Por motivos óbvios a personagem desta matéria não será identificada, ela fica conhecida como Maria.

Há 14 anos, Maria vive com um homem que desde o início do relacionamento já dava sinais de que era uma pessoa que apresentava problemas emocionais e principalmente alcoólicos. Antes de completar o primeiro ano vivendo juntos, Maria foi espancada pelo “companheiro”. Não denunciou o fato e continuou vivendo como se nada tivesse acontecido, pois ela pensava que isso não se repetiria. “Eu sempre dei chance para ele, pensava que ele fosse melhorar”, lamentou Maria.

A melhora não veio, no lugar apenas agressividade e muitas discussões, um verdadeiro caso de polícia, na verdade, 14 casos de polícia. Esse foi o número de vezes que Maria foi até a delegacia apresentar queixas do “companheiro”, mas o pior de tudo estava por vir. Todas as vezes que Maria denunciava o “companheiro”, logo em seguida abria o coração, e no pedido de perdão do agressor ela mais uma vez dava outra chance. Segundo Maria, ela sempre voltava por medo e na chance de uma recuperação milagrosa, nada mais. “Ele vivia me ameaçando de morte, dizendo que eu era dele e de ninguém mais, eu tinha muito medo, a polícia não prendia ele e quem ficava presa era eu”, lembro Maria.

“Ele gritou dizendo que eu estava com outra pessoa. Correu atrás de mim com um terçado e me feriu na cabeça, e nos seios” disse Maria.

Essas situações aconteceram quase que periodicamente, toda noite era uma discussão, pelo menos uma vez por semana uma agressão. A pergunta é inevitável:
- Por que você não se afastou de uma vez? Por que não foi embora? Por que não deu um basta?
- Eu tenho sofrido muito, não ia embora porque ele me perseguia. Ele me perseguia demais, eu não sabia o que fazer.

Maria lembra de um dos casos que ela considera o mais sofrível. “Ele gritou dizendo que eu estava com outra pessoa. Correu atrás de mim com um terçado e me feriu na cabeça, e nos seios”
- Não denunciou ele?
- Não, não adiantava. Ele nunca ia preso e quem sofria mais era eu.

O último fato aconteceu no sábado passado (25/08/07). Em mais uma discussão por causa do ciúme, o “companheiro” de Maria pegou uma faca e colocou no pescoço dela (a marca você vê na foto-manchete) com outras ameaças de morte. Maria conseguiu se livrar do homem e foi até a “taberna” comprar ácido muriático, isso mesmo, ácido muriático.

De volta a casa ela jogou o produto no rosto do “parceiro” que no mesmo momento perdeu a visão (temporariamente) e teve parte da face deformada. Outra vez os dois foram parar na delegacia, mas nem ele, agressor, nem ela, que se igualou as práticas violentas, foram presos.
Maria trabalhou normalmente nesta segunda-feira (27/08/07).

Perguntei a ela se conhecia a lei Maria da Penha. Ela disse:
- Fiquei sabendo na semana passada, mas não entendi muito bem……

Funções do Ácido Muriático
O Ácido Muriático (muriático significa pertencente a salmoura ou a sal) também é conhecido como ácido clorídrico. O ácido clorídrico, na forma impura, ainda é vendido sob essa designação para a remoção de manchas resultantes da umidade em pisos e paredes de pedras, azulejos, tijolos e outros.

Os sucos digestivos humanos consistem numa mistura de ácido clorídrico e várias enzimas que ajudam a partir as proteínas presentes na comida.
Fonte: http://tiosam.com/

Obs.: infelizmente a história é real.

Ainda se compra cd?

23 Agosto, 2007 por andrefranca

Faz muito tempo que eu não vou a uma loja comprar cd, acredito que essa situação é a mesma para muitas pessoas. Mas como isso seria diferente em uma era onde a maior parte do que é comercializado está disponível para download na internet?

Crime de pirataria ou algo legalizado? A lei brasileira diz pouco ou quase nada sobre esse assunto.

Para Welleson Lima, que trabalha em um cyber, no bairro da sacramenta, a situação apresenta dois lados. “As bandas e os cantores precisam ganhar dinheiro e a população não quer gastar o dinheiro que já não tem, por isso baixam as coisas da internet ou compram produtos piratas”, afirmou Welleson.

Não pára apenas nos cd’s. São incontáveis os blogs e sites com downloads não só de cds, mas de programas, games, aplicativos e livros.

Há duas semanas aconteceu algo interessante. O último livro da série “Harry Potter” foi lançado mundialmente apenas em inglês. Muitas pessoas, inclusive eu, se arriscariam a ler essa versão, mas dois fatores foram fundamentais para muitos mudarem de decisão: o preço do livro (cerca de R$ 150,00) e o problema do inglês de muitos ser “mais ou menos”, o que faria correr o risco da versão em português ser lançada antes de ter terminado de ler a em inglês. Foi aí que encontrei o livro inteiro traduzido na internet. Eram mais de 800 páginas, tudo compactado em um simples arquivo, grátis, algo tentador.

Como fica a relação de consumo? A internet acaba se tornando algo sem limites para quase tudo e cria inúmeras limitações para outros seguimentos. Onde isso vai parar?

“fazer o download de cd’s ou de dvd’s que estão disponíveis na internet não se caracteriza crime, desde que o que for “baixado” não seja reproduzido e comercializado”. disse a delegada Eugênia Andrea, diretora da DIOE

De acordo com Celice Pinto, estudante de psicologia, a perspectiva é que o poder da internet só tende a crescer. “Eu acredito que isso vai aumentar, e deve acabar com o cd. Tem muita gente que nunca mais foi a uma loja comprar um cd ou dvd, eu mesma sou um exemplo disso. Na internet não tem custo, o que eu quero está lá, gratuito.

Fazendo uma análise, os downloads na internet podem ser considerados pirataria? Isso é um caso a ser discutido. Mas se for considerada uma forma de pirataria, existe como combater? Se a pirataria real, física, já é quase impossível, imagine então a virtual.

Para a delegada Eugênia Andréa, diretora da DIOE (Divisão de Operações Especiais), que também cuida da área da pirataria aqui no Pará, “fazer o download de cd’s ou de dvd’s que estão disponíveis na internet não se caracteriza crime, desde que o que for “baixado” não seja reproduzido e comercializado”. Quanto a questão dos livros, a delegada afirmou que o simples fato da obra inteira estar disponível na internet, se caracteriza crime de violação do direito do autor. A questão só faz aumentar ainda mais o debate. O que está certo ou errado.

Ela é Madonna

16 Agosto, 2007 por andrefranca

O sobrenome de Madonna sempre foi polêmica. Sem dúvidas a maior popstar da atualidade chega aos 49 anos com uma bagagem interessante. Madonna nasceu no dia 16 de agosto de 1958 em Detroit, Estado de Michigan, Estados Unidos.

A cantora foi batizada com o nome: Madonna Louise Veronica Ciccone. Mas não era apenas o sacramento do batismo que faria parte da vida da estrela, ela chegou afirmar, durante a infância, que tinha o sonho de ser freira. Já pensou?

Meu irmão sempre foi um apaixonado pela cantora e por osmose eu puder acompanhar parte da carreira dela.

Com músicas sempre dançantes, Madonna envolveu pela alegria e irreverente espontaneidade, tudo regado à base de muita sensualidade e até voltado para o erotismo.

Madonna marcou uma época em que as mulheres ainda tinham certo receio de se mostrarem. A cantora foi para a cama e proporcionou cenas de pseudo-orgia no documentário “Na cama com Madonna”, o que criou muita discussão logo no início da década de 90. Mas não parou por ai.
Modonna criou desconforto na Igreja Católica. Com o clipe “Like a Prayer”, a cantora provocou a Igreja com locações dentro de uma Igreja e um envolvimento amoroso da popstar com a imagem de um santo. Na época o Papa João Paulo II criticou o clipe.

Hoje, quando comemora 49 anos, Madonna espera a decisão da justiça da República do Maláui,na África, para adotar um menino.

Madonna fez e aconteceu por onde passou. Na turnê mundial “The Girl Show”, que esteve no Brasil em 1993 (se não estou enganado), a cantora levou ao palco mulheres e homens seminus, causando novo impacto e quase fazendo com que o espetáculo fosse cancelado em terras brasileiras.

A popstar engravidou e mudou de linha, ficou mais light. O sexo deixou de ser evidência nas apresentações e até ficou de fora dos shows. Ela entrou num, digamos, novo clima astral e também entrou na política, não como candidata, mas para protestar as atitudes do governo Bush nos Estados Unidos, principalmente pela guerra no Iraque.

Hoje, quando comemora 49 anos, Madonna espera a decisão da justiça da República do Maláui, na África, para adotar um menino.

A vida de Madonna não pode ser considerada um exemplo a ser seguido pelos jovens, mas ela foi onde muitas pessoas não ousaram chegar, isso em todos os sentidos.

Assista ao clipe Like a prayer de Madonna.

Elas são as mais lindas e mal amadas

12 Agosto, 2007 por andrefranca

Como diria Boris Casoy: isso é uma vergonha.

Uma pesquisa divulgada essa semana por uma organização mundial indica que dos 14 paises pesquisados, as mulheres brasileiras foram consideradas as mais bonitas, pra não dizer as mais sexys do mundo. Mas não só de festa é feita a pesquisa, o mais alarmante, pelo menos para o nosso lado, indica que as mulheres brasileiras são as mais insatisfeitas na cama.

De acordo com a pesquisa, os homens gostam de objetividade, sem muito carinho, sem muita conversa, sem qualquer tipo de sentimentalismo. É exatamente isso causa a insatisfação das mulheres.

A pesquisa diz ainda que a relação sexual que mais irrita as mulheres é a chamada coelhinho ou vapt-vupt, tão rápida que não dá tempo de ……. (entende) Então é só somar a falta de carinho com a rapidez, multiplicar pelo stress do dia a dia e dividir tudo isso por um péssimo fim de noite com a pessoa amada entre quatro paredes, equação complicada né? Mas não para por aí. Ainda de acordo com o levantamento, a mulher infeliz na cama de casa procura outros nichos para poder satisfazer as vontades, daí surge todo o problema da traição.

Agora vamos analisar um pouco esses dados. A coisa funciona mais ou menos assim. Os homens do Brasil têm os melhores colírios do mundo (dá pra entender isso?) é não tem nenhum tipo de sentimento que não seja o carnal? Tem algo estranho…

história de objetividade, isso fica só para futebol e para o jornalismo, em momentos especiais entre duas pessoas objetividade não rola.

Ta faltando uma boa massagem, algumas rosas, alguns incensos, uma musiquinha de trilha sonora. Na verdade, ta faltando um clima para que a mulher se sinta envolvida. Outra, essa história de objetividade, isso fica só para futebol e para o jornalismo, em momentos especiais entre duas pessoas objetividade não rola.

Uma vez eu ouvi que precisamos ser amantes, sempre amantes, para que esse desejo pelo parceiro nunca termine. Mas olha só, principalmente para os homens: vamos com mais calma, mais carinho, mais dengos é melhor assim.

Não é só o diabo que veste prada

10 Agosto, 2007 por andrefranca

Eu pensei que estava sonhando quando vi a matéria na tv, então corri para a internet para saber se era apenas um sonho maluco da minha cabeça ou se era uma verdade.

Meus olhos viram e não acreditaram que não era apenas o diabo que vestia Prada. Nunca assisti ao filme ou li o livro, o que considero uma falha minha, mas tenho a tênue idéia de que a temática mostra algo de luxo e soberba, um dos sete pecados capitais e que deveria estar bem longe dos muros do Vaticano ou pelo menos do corpo de “Sua Santidade”.

O Papa é o representante de Pedro na terra, que por sua vez foi o representante de Cristo que disse ao apóstolo, no evangelho: Pedro, tu és pedra e sobre ti edificarei minha Igreja….

Só fazendo uma recapitulação de tudo o que eu aprendi no meu tempo de catequese, de coroinha, de crisma, Tv Nazaré, enfim, de 17 e tantos anos de Igreja. O Papa é o representante de Pedro na terra, que por sua vez foi o representante de Cristo que disse ao apóstolo, no evangelho: Pedro, tu és pedra e sobre ti edificarei minha Igreja….

Ou eu pirei ou ta tudo errado. O Papa, o Papa, representante…. sendo considerado uma das personalidades mais bem vestidas do mundo? Onde foram para os votos de pobreza e tantos outros?

Pedir para que o mundo se volte para os pobres e ter atitudes no mínimo diferentes? Temos um Papa Fashion, então temos problemas.

Jamais reneguei minha catequese ou coisa parecida, mas quem devia ser exemplo de humildade é exemplo para as passarelas… que saudade de João Paulo II.

Bicolor Monocromático

3 Agosto, 2007 por andrefranca

Quem é torcedor sofre com o time vencendo (o adversário pode virar), com o time ganhando (é preciso segurar para não perder de virada). Até parece que torcedor foi feito para o sofrimento. Mas também tem o período de alegrias e vitórias que em muitos momentos são a gloria para quem vai as estádios, mas ultimamente para o torcedor bicolor do Paysandu a história tem sido exatamente diferente.

Assim como o adversário, Clube do Remo, o Papão tem muita tradição e sempre arrasta grandes multidões em jogos decisivos ou até em partidas não tão importantes assim, ganhando até destaque nacional por este motivo. Tudo já faz parte do passado. Depois de não passar nem da primeira fase do Campeonato Brasileiro da 3ª Divisão, o clube parece afundar ainda mais em uma crise sem precedentes.

Para o jornalista Ronaldo Gillet, repórter responsável pelas matérias do Paysandu no Jornal Diário do Pará, o que está acontecendo com o papão pode até melhorar o grupo. “É um mal que pode ir para o bem. O Paysandu vai ter tempo para consertar os erros, até mesmo de contratações”, afirmou Ronaldo.

“Parece velório. Casa vazia, com movimentação apenas do pessoal da construção civil. Os jogadores estão sem perspectivas de continuarem por lá” disse Ronaldo.

A situação do grupo só não está pior que o clima na Curuzu. “Parece velório. Casa vazia, com movimentação apenas do pessoal da construção civil. Os jogadores estão sem perspectivas de continuarem por lá” disse Ronaldo.
O cenário para o bicolor é muito ruim. Depois de ter sido campeão dos campeões, ter estado entre a elite do futebol, brasileira quando esteve na primeira divisão, ter sido o último time brasileiro a ter vencido o Boca Juniors em La Bombonera, enfim, depois de tantas felicidades o clube mergulha na crise mais amarga de toda a história.

Virou saudade, virou esperança

30 Julho, 2007 por andrefranca

Depois de 17 dias as pessoas ficam mal acostumadas, ou seria bem acostumadas? Com o final dos Jogos Pan Americanos ficou aquela saudade que dá quando sentimos falta de algo que já havia se tornado nosso e foi embora, deixando um sentimento bom.

Nas manhã, tardes e noites as programações das emissoras de televisão ganharam mais dinamicidade e empolgação, as disputas estavam ali, ao vivo para que quem quisesse ver e ouvir.

Neste domingo, 29/07/07, a prova da saudade estava estampada na festa que aconteceu no Maracanã. Mas uma vez se repetiu uma cerimônia simples e significativa, as vaias não estiveram fora da programação, mas isso é um pequeno detalhe, o que realmente fica desses jogos é o legado que o Brasil colocou nas costas: é a demonstração de que tem condições de organizar um evento esportivo internacional de grande porte, capaz de unir todos os continentes.

Problemas aconteceram, faltou luz no Estádio Olímpico, entrou um louco no gramado do Maracanã no jogo das meninas do futebol, choveu na quadra de tênis na final, enfim, aconteceram imprevistos que são vistos e perdoados em qualquer lugar do mundo, é só lembrar da maluca que entrou no treino da seleção brasileira na suíça, dias antes da Copa do Mundo do ano passado, a lona que cobria o estádio de Frankfurt (Alemanha) furou depois de uma chuva torrencial na decisão da Copa das Confederações. O Brasil está bem na foto, pelo menos pra nós, vai que a falta de luz no estádio do Brasil deixe mais escuro que na França, por exemplo. Para nós sempre é tudo mais difícil….

“o Rio de Janeiro organizou os melhores Jogos Pan-Americanos da história. Nos vemos em 2016″ Mario Vázquez Raña, Presidente da ODEPA (Organização Desportina Panamericana)

Mas vamos torcer e ficar com as palavras do glorioso presidente da ODEPA (Organização Desportina Panamericana), Mario Vázquez Raña dizendo, “o Rio de Janeiro organizou os melhores Jogos Pan-Americanos da história. Nos vemos em 2016″, esse ano é de Jogos Olímpicos, isso é um excelente indício não é? Quem venham os jogos olímpicos.

Não pára por aí, o Brasil deve ser a sede da Copa do Mundo de 2014. Já pensou?

OBS: Só um detalhe o presidente da ODEPA, Mario Vázquez Rama, não lembra o seu barriga do seriado Chaves?

Vencedor com cara, jeito e atitude de derrotado

22 Julho, 2007 por andrefranca

Aconteceu de tudo no grande prêmio da Alemanha de Fórmula 1 nesse final de semana, mas sem dúvida a grande emoção ficou restrita a dois momentos. O primeiro foi exatamente quando Fernando Alonso ultrapassou Felipe Massa faltando oito voltas para o final da corrida. O outro momento, agora de tensão, foi minutos antes do pódio.

Quando se preparavam para receber os prêmios começou uma discussão entre o brasileiro e o espanhol. Confesso que não gosto de violência, mas não via a hora da confusão piorar e ver Felipe mudando de esporte….

Toda a discussão começou depois da bendita ultrapassagem. Quando Alonso superou o Massa e ainda chegou a bater no Felipe quase tirando o brasileiro da corrida. Exatamente isso gerou o bate-boca, Felipe Massa foi tirar satisfações com Alonso e o espanhol não poderia ter reagido da pior maneira possível: deboche.

E agora com o Fernando Alonso, que mesmo tendo seus dois títulos mundiais, e diga-se de passagem, merecidos, está muito longe de ser um verdadeiro campeão.

O pior de tudo é quando o vencedor fica debochando da “cara” do vencido. A atitude anti-desportiva além de merecer punição é um excelente estopim para o início de confusão. Assim acontece com as gloriosas cubanas do vôlei de quadra, acontece com as cubanas do handebol e agora com o Fernando Alonso, que mesmo tendo seus dois títulos mundiais, e diga-se de passagem, merecidos, está muito longe de ser um verdadeiro campeão. Que viva Michael Schumacher, Ayrton Senna, Felipe Massa e mais do que nunca Lewis Hamilton.

À espera da Globo

19 Julho, 2007 por andrefranca

Quem assistiu televisão na terça (17/07), quarta (18/07) e hoje (18/07) tem noção de toda a tragédia que aconteceu em São Paulo e que na verdade ainda não terminou, a parte mais dolorosa começa exatamente agora. Cada vez que as imagens das chamas ou até mesmo da simulação do que pode ter acontecido em Congonhas são mostradas é chocante.

Durante toda a programação da cobertura jornalística do fato dá pra se ter uma idéia para analisar o trabalho dos jornalistas na fatídica noite de terça-feira (17/07/07).

É indiscutível que a Band saiu na frente em relação a ser a primeira a mostrar o fato e trazer as primeiras notícias. Em seguida veio Record, Globo, Rede Tv, Cultura…. Todas as redes de televisão estavam ali, mostrando tudo a todo o Brasil. Programações foram interrompidas para o registro ao vivo do acidente com o avião da TAM.

A Band, foi a única emissora que ficou ininterrupta na transmissão de todo o fato, a Record, também dispensou grande parte de sua programação para o fato, As duas emissoras paulistas fizeram a diferença na cobertura e foram consideradas por muitos críticos como a melhor transmissão de todas.

Além, é claro, da tragédia, a grande decepção da noite foi a Globo. Nos primeiros momentos a emissora se deteve em mostrar os fatos apenas em flashs que duravam no máximo 10 minutos. O que foi mostrado já não era mais novidade, as outras emissoras já haviam dito e repetido, neste ponto a Tv Globo não conseguiu ser diferente.

Não há no Brasil quem não fique perturbado com a trilha sonora do plantão da Globo. Minha mãe, Auxiliadora, pelo menos, sempre que ouve a música diz: “iiii… Morreu alguém” e quase sempre ela está certa.
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Já passava das 8 da noite e o Jornal Nacional não havia começado. 20:10, 20:20 e nada do Jornal mais importante do país entra no ar. Enquanto isso os telespectadores acompanhavam a cobertura do caso em outras emissoras, você também deve ter acompanhado, você também deve ter, por várias vezes, trocado de canal na esperança de ver as notícias na Globo e sempre deu de cara com os 7 pecados. Uma tristeza.

8:30 da noite, eis que começa o JN. Neste momento uma reflexão foi fulminante. Imagina como devia estar a redação da Globo momentos antes do JN entrar no ar. Corre, corre, matérias que entrariam no jornal, mas todas, com exceção das do Pan, foram tiradas para dar prioridade ao acidente.

Quando o Jornal entrou no ar era visível que tudo estava de improviso tanto para o apresentador quanto para os repórteres. Arisco até a dizer que o Jornal Nacional de 17/07/07 foi medíocre para, digamos, os padrões Globo. Mas é inegável, muitos do que assistiam a cobertura em outras emissoras mudaram para a Globo atrás de outras informações, ou da dita informação completa.

Esse estigma que a Globo tem de ser sempre a preferida não começou agora, já vem ao longo da história da emissora carioca. Com uma cobertura boa ou péssima, como foi o caso do acidente da Tam, a Globo vai continuar sendo a Globo, feliz-ou-infelizmente, não há no Brasil quem não fique perturbado com a trilha sonora do plantão da Globo. Minha mãe Auxiliadora, pelo menos, sempre que ouve a música diz: “iiii… Morreu alguém” e quase sempre ela está certa.

De novo não seleção

17 Julho, 2007 por andrefranca

O Brasil foi campeão da Copa América, uma festa para os brasileiros que estavam diante da tv no domingo a tarde, horário que geralmente as programações nas emissoras não passam de uma disputa por quem é menos ruim.


Somos campeões em cima da Argentina, mas em 2003 também levamos a melhor vencendo nossos hermanos, por isso precisamos voltar no tempo. Há quatro anos começamos muito mal o campeonato, este ano também. Parecíamos uma equipe de pouca competitividade, situação bem parecida com o torneio anterior, mas aconteceram mudanças rápidas em um curtíssimo espaço de tempo. O que aconteceu na final? O Brasil voltou a ser um super time? Novamente uma mega potência, quase imbatível?

A maior rede de televisão do Brasil também pensou e apostou nisso e levou para a Alemanha, sede do último campeonato mundial, mais de 180 profissionais, foi a maior equipe para uma transmissão esportiva fora do Brasil, autoconfiança total.

Em 2003 ganhamos nas penalidades e nos enchemos. A seleção brasileira voltou a ser a melhor do mundo, não só pelo título, mas no jogo, no campo, uma beleza de seleção. Dois anos depois ganhou a Argentina na final da Copa das Confederações com direito a samba e pandeiro na comemoração, a seleção brasileira já não era mais apenas uma beleza, era invencível. Seremos campeões do mundo em 2007.


Os treinos na Suíça eram o prenúncio da vitória. Muito riso, muita confiança, na verdade, muito excesso de confiança. Seremos campeões do mundo. A maior rede de televisão do Brasil também pensou e apostou nisso e levou para a Alemanha, sede do último campeonato mundial, mais de 180 profissionais, era a maior equipe para uma transmissão esportiva foram do Brasil. A cobertura da vitória seria completa, seria, se o salto alto da seleção não estivesse tão alto assim chegando a ficar acima do bem e do mal e deu no que deu.


Os caminhos que a seleção começa a percorrer agora parecem ser parecidos com os de três anos atrás, será que a história vai se repetir? Ter ganhado a Argentina no último domingo vai fazer bem para a digestão da seleção mais tarde? Não adianta “papar” os argentinos agora e ter problemas gástricos com a França depois.

O que fazer quando se é fã de Harry Potter?

14 Julho, 2007 por andrefranca

o-primeiro-na-fila.jpg Dagomir Gomes, de 41 anos, foi o primeiro da fila. A série Harry Potter prova que não foi feita apenas para crianças.

Não era criança, muito menos adolescente. O primeiro da fila no cinema para ver o filme de Harry Potter e a Ordem da Fênix era um, digamos, rapaz de 41 anos. A sessão que Dagomir Gomes assistiu foi a de 18:15, ele chegou ao cinema às 15:30, quase três horas antes do início. Ele assume que é um grande fã da saga Harry Potter. “Já li todos os livros e assisti a todos os filmes. Harry Potter não é coisa de criança, a autora da série não fez o filme apenas para os menores, é só olhar para a fila”, disse Dagomir. No mesmo instante obedeci ao entrevistado e era visível, a primeira criança estava um pouco longe na fila.

“A vendedora enganou a gente. Nós pedimos para ver à estréia e ela nos jogou para sexta-feira. Ficamos tão felizes quando compramos os ingressos que nem percebemos isso”
, disse, Beatriz, aos risos.

Mas nem todos chegaram tão cedo. As amigas, Beatriz Lopes, 17 anos e Karina Oliveira, 20, chegaram 15 minutos antes de a sessão começar. O interessante delas é que compraram os ingressos no dia 1º de julho, queriam ir à estréia, na quarta-feira passada (11/07/07). “A vendedora enganou a gente. Nós pedimos para ver à estréia e ela nos jogou para sexta-feira. Ficamos tão felizes quando compramos os ingressos que nem percebemos isso”, disse, Beatriz, aos risos.


Karina e Beatriz levavam os ingressos nas mãos como se fossem troféus. “Temos que ter cuidado pra não perdermos. Tudo está sendo uma aventura”, afirmou Karina.


Na porta do cinema vale tudo, até vir fantasiado de Harry Potter, como fez o pequeno Carlos de 9 anos, com direito à capa e cicatriz no rosto, tudo para parecer com o ídolo.


Momentos antes das portas da sala se abrirem, as filas formadas eram enormes. Cada um aparentava saber um pouco da história, vários pequenos grupos de conversa foram se formando e o debate não podia ser outro: Harry Potter. Todos pareciam ansiosos, que o diga a administradora Cássia Bandeira, que trouxe quatro crianças sobrinhos o cinema. Ela foi corajosa e deixou para comprar os ingressos em cima da hora e conseguiu assistir ao filme.

“Já li todos os livros e vi filmes. Minhas expectativas são de que este filme é muito bom”

afirmou Joana.

As portas da sala finalmente são abertas. Quem esperou muito por esse momento foi Joana Mendes, 16 anos. Paraense que mora em São Paulo, ela conta que já leu todos os livros de Harry Potter. “Já li todos os livros e os filmes. Minhas expectativas são de que o filme é muito bom”, afirmou Joana. Perguntei a ela se não achava estranho assistir a um filme em que já sabe como funciona toda a história e principalmente o final. Joana então respondeu que, “não é estranho. Vou perceber se o filme é realmente fiel ao livro, estou emocionada”.


O filme é realmente bom e o mais importante, fiel ao livro, como poucas alterações. O momento de maior alvoroço dentro do cinema foi, sem dúvidas, o do primeiro beijo de Harry.

Já no final, como não poderia deixar de ser, aplausos para mais um filme de Harry Potter. Na saída deu pra ouvir alguns comentários do tipo: “vou comprar ingresso para amanhã, quero ver mais umas 3 ou 4 vezes”.

A batalha real no campo virtual

11 Julho, 2007 por andrefranca

linux-para-publicar.jpg Na animação publicada no fotolog da Daniele no dia 03/07/07, o Linux aparece como o sistema operacional em alta.

Você já ouviu falar em Software Livre? Em Linux? Pois bem, essas 3 palavras tem causado mudanças profundas dentro da área de informática. Software livre é, digamos, o novo estilo de vida dentro do mundo virtual. Significa basicamente ter a possibilidade de poder criar, aperfeiçoar e distribuir na rede (internet) um sistema operacional, programa ou qualquer tipo de suporte para computador. Com essa mobilidade, o usuário também pode transformar o sistema ou o programa a partir de suas necessidades.
Já o Linux é um sistema operacional que funciona no computador assim como Windows. Criado em 1991 o Linux é baseado no principio de software livre, ou seja, ele está constantemente sendo desenvolvido pelos usuários do mundo inteiro. É ai que inicia o “combate” entre os dois sistemas operacionais.

“Eles (Microsoft) precisam inovar e ter novidade para o mercado, isso deve aparecer, eles sabem fazer dinheiro”
, constata Ezyo Lamarca ao falar do futuro da microsoft.

Para Ezyo Lamarca, funcionário do SERPRO (Serviço Geral de Processamento de Dados) do Governo Federal, “o sistema Linux funciona melhor que o Windows. O sistema é correto, sem falhas de códigos ou de qualquer outra natureza, diferente do criado pela Microsoft”.
Ezyo também garante que outra grande diferença é que o Linux pode ser utilizado de forma livre, sem o pagamento de licenças e renovações. Tudo pode se baixado da internet, de maneira legal, já o Windows não, é necessária licença para qualquer novo produto e não saem por menos de R$ 300,00.
Mas Ezyo acredita que a Microsft deve apresentar ou mudar de estratégia para não perder mercado. “Eles (Microsoft) precisam inovar e ter novidade para o mercado, isso deve aparecer, eles sabem fazer dinheiro”, constata Lamarca.
Mas nem todos são adeptos da utilização do software livre. Em Belém, por exemplo, há 4 anos existe um grupo chamado MSBel (Microsoft Belém). No movimento existem 150 pessoas que além de trabalharem com produtos da empresa de Bill Gates, oferecem suporte para os usuários do sistema na capital paraense.

“Se colocarem o Windows e o Linux para eu escolher, fico com o Windows, sem dúvida. Nunca usei o Linux”
. Jenner da Rocha, diretor do Grupo MSBel.

Segundo Jenner da Rocha, diretor do MSBel, substituir o sistema Windows pelo Linux não está nos planos dele. “O Windows é um sistema que eu confio. Além da experiência que já tenho. Eu consigo uma abrangência muito maior com ele”, garante Jenner que afirmou ainda, “se colocarem o Windows e o Linux para eu escolher, fico com o Windows, sem dúvida. Nunca usei o Linux”.
Perguntado sobre as falhas no sistema Windows e o número inferior de erros no Linux, Jenner disse: “não existe nenhum sistema perfeito, sem falhas, o Windows tem problemas como qualquer outro, o Linux também não escapa”.
Mesmo que o debate sobre o software esteja ampliado, a popularidade do Linux é inferior se comparado ao Windows. Mas para muitos técnicos da área isso deve mudar.

A propaganda através da pirataria

Boa parte da popularização do Windows vem através da pirataria do sistema operacional e de programas para ele. Não existem dados concretos em parte nenhuma do mundo sobre número de produtos da Microsoft que estão no mercado e são piratas. Para constatar o problema nem é preciso, muitas vezes, sair de casa não é mesmo?
O fato é, de um lado está o Linux, livre, e se mostra um forte candidato a preferência dos usuários, no entanto ainda pode ser considerado desconhecido. Do outro lado está o poderoso império Windows, popular e tendo como dono o segundo homem mais rico do mundo, será que essa balança desequilibra?

Seleção Brasileira dá show e vence

8 Julho, 2007 por andrefranca

julio-batista.jpgJúlio Batista brigando pela bola com o jogador Chileno. Foto G1

A seleção brasileira de futebol deu um show pra cima do Chile na partida valendo pelas quartas de final da Copa América. A partida terminou em 6 X 1 para o Brasil. Mas o resultado não pôs fim ao dilema que a seleção vem sofrendo desde que foi desclassificada pela França na Copa do mundo do ano passado, o que muitos não querem nem lembrar.
Foi uma goleada como há muito tempo não se via, mas o Brasil jogou contra ninguém. A seleção chilena estava completamente apática na partida, só apareceu quando o jogador Mark González marcou um golaço encobrindo o goleiro brasileiro. Sinceramente, o gol valeu pelos seis do Brasil.
O jogo foi fácil, mas o Brasil mais uma vez mostrou pouco para, digamos, os padrões da seleção, se é que ainda existe esse padrão. Muitos passes errados dignos de campeonato de bairro, lances estranhos.

“Nos jogos mais importantes o Brasil ou perdeu ou empatou, condição complicada para uma seleção cinco vezes campeã mundial”.

É difícil saber se a seleção brasileira jogou melhor nessa partida em relação às duas primeiras na Copa América, contra o México (derrota para o Brasil 2X0); Chile (vitória 3X0) e o Peru (vitória apertada de 1X0). Em todas as partidas a seleção brasileira foi muito lenta, não parecia ter garra ou vontade para jogar, sempre fez o que parecia apenas o básico, muito feio por sinal.
Fazendo um retrospecto da era Dunga na seleção dá pra sentir o tamanho do drama. Vamos considerar as partidas do Brasil contra Portugal, em fevereiro desse ano e Brasil vs Inglaterra, em junho. Contra Portugal, de Luiz Felipe Scolari, a seleção perdeu de 2X0 e no confronto com a Inglaterra apenas empatou em 1X1. Ou seja, nos jogos mais importantes o Brasil ou perdeu ou empatou, condição complicada para uma seleção cinco vezes campeã mundial.
Mas terça-feira começa a prova de fogo. O Brasil pega o Uruguai nas semi-finais da Copa América, aí vai ser bom saber se a goleada de ontem (07/07/07) realmente foi de uma seleção forte ou apenas o acaso das circunstâncias.

Massa dá show, mas perde

8 Julho, 2007 por andrefranca

raikkonen4.jpgSem Massa na corrida, o caminho ficou livre para Raikkonen vencer. Foto G1

O circo da Fórmula 1 não pára e nesse final de semana chegou a Silvertone, Inglaterra. O domingo de corrida foi emocionante e quase perfeito, quase, se o motor de Felipe Massa não apagasse minutos antes da largada. Com o problema, o brasileiro foi obrigado a larga dos boxes, na última colocação.
Felipe voou na pista. Em quatro volta já havia feito mais de 12 ultrapassagens, muito para os padrões atuais da Fórmula 1. A excelente corrida de Massa serviu para que ele chegasse na quinta posição, perdesse a terceira colocação do campeonato para Raikkonen e também que ficasse apenas 1 ponto atrás do Finlandês no mundial de pilotos.
Foi de Kimi (o sortudo) o lugar de honra no pódio, ele desbancou Hamilton (dono da festa) e Alonso (o frustrado).

O campeonato ainda não acabou, faltam 8 corridas, 8 finais de semana para saber que será o novo campeão do mundo ou se Alonso continua no trono.

Hoje, Hamilton deu muita sorte, andou lento e cruzou a linha de chegada 30 segundos depois do líder. Mesmo tendo perdido, o inglês continua sendo o primeiro no campeonato com uma vantagem de mais de 10 pontos em relação ao segundo lugar. Mas será que Hamilton está na paz?
Nas duas últimas provas a Ferrari mostrou reação e venceu. Será que a MacLaren ainda está na paz? Se o pensamento estiver voltado para hoje, podemos dizer que a equipe inglesa está muito tranqüila, tanto no mundial dos pilotos, como no de construtores, mas o campeonato ainda não acabou, faltam 8 corridas, 8 finais de semana para saber que será o novo campeão do mundo ou se Alonso continua no trono.
Na próxima terça-feira tem treino para os pilotos em Spa Francochamp, Nurgurgring, outro momento em que muitas mudanças devem acontecer. As equipes vão ter tempo para isso. A próxima corrida só acontece só no dia 22 de julho, portanto, duas semana para o Grande Prêmio da Alemanha.
Mesmo estando e quarto no campeonato, Felipe Massa ainda está na briga, nada foi decidido ainda, mas é preciso correr e muito rápido.

Click aqui para ver a tabela completa do mundial dos pilotos

Click aqui para ver a tabela completa do mundial dos construtores

Luz para o público, câmera para os artistas, ação para o cinema paraense

4 Julho, 2007 por andrefranca

4-festival-copy.jpg Festival Movimenta Belém até domingo

Durante toda essa semana Belém é a sede nacional do cinema. O 4º Festival de Belém do Cinema Brasileiro é uma excelente vitrine para mostrar muito da produção local à cineastas de todo o Brasil. É período de muita festa, não era para ser diferente. Festival é sempre festival. Mas atrás de toda festa existe uma situação que precisa ser revista e repensada.

“Nossa produção tem qualidade sim. Estamos dando longos passos aqui no Pará na produção de longas e curtas. Nós já temos um respaldo lá fora”
Emanoel Loureiro, cineasta paraense e coordenador do 4º Festival de Belém do Cinema Brasileiro.

O cinema paraense ainda não possuiu uma produção extraordinária, mas estamos bem à frente de todos os Estados do Norte e parte do nordeste. Mesmo assim, o que é feito por aqui acaba tendo visibilidade somente em eventos como o festival ou em outras programações muito pontuais. “Nossa produção tem qualidade sim. Estamos dando longos passos aqui no Pará na produção de longas e curtas. Nós já temos um respaldo lá fora, mas precisamos de mais divulgação”, afirmou Emanoel Loureiro, coordenador do 4º Festival de Belém do Cinema Brasileiro, ontem à noite (02/07/07) durante a abertura do Festival no Cinema Olímpia.

Quando é que percebemos que Belém tem uma produção na sétima arte, digamos, em larga escala? Somente nos festivais? Somente no festival que acontece a cada ano? Não é um intervalo muito grande para poder divulgar a produção local, que não é pequena? As vezes parece que pecamos (nós paraenses) por ausência, falta de divulgação e formação de público. É só analisar um pequeno detalhe.

Durante o festival, as salas de exibição ou os espaços para debates entre cinéfilos ficam sempre lotados, diferente de outros períodos (Leia mais sobre a falta de público nos cinemas em: Cinema em Belém ainda significa diversão?), isso é um problema, o público não pode ser formado em um período curto e simplesmente desaparecer durante todo o ano.

No Pará, com destaque a Belém, são os poderes executivos, Governo e Prefeitura, os maiores pulverizadores dessa área de cultura e até me arrisco a dizer que são quase os únicos que entram com verbas de patrocínio, apoio…. A iniciativa privada, digamos assim, quase não tem participação nos produtos cinematográficos locais, o que também sufoca tudo ligado a áudio e vídeo nos projetos independentes.

Não colocamos Governo e Prefeitura na cruz, muito pelo contrário, ainda bem que há participação deles, mesmo com as limitações orçamentárias, existe. Deveria acontecer é um equilíbrio do outro lado da balança.

Click aqui para ver a programação completa do 4º Festival de Belém do Cinema Brasileiro

O pódio só tem lugar para três

1 Julho, 2007 por andrefranca

raikkonen1.gifRaikonnen cruzando a linha de chegada na França
Foto: G1

O que a torcida brasileira e ferrarista esperava aconteceu. O final de semana foi dominado pela escuderia italiana em Magny-Cours, onde foi disputado o Grande Prêmio da França de Fórmula 1. Quem via a superioridade das MacLaren já poderia prever um desfecho que seria favorável para a equipe britânica, mas não foi bem isso que aconteceu.
Nos treinos de sexta, sábado e momentos antes da corrida a Ferrari mostrou sempre superioridade, um avanço que pereceu quase como uma salvação para a escuderia. A corrida de hoje (01/07/07) mostrou bem a evolução dos carros de Felipe Massa e de Kimi Raikkonen, tanto que logo na largada, Kimi, então na terceira posição, ultrapassou Hamilton e assumiu o segundo posto na corrida e assim foi até vinte voltas antes do final da prova quando, em estratégia de boxes, passou de Felipe e venceu a prova.
Na semana passada, aqui no BLOG DO FRANÇA comentei justamente da importante reação da Ferrari que deveria acontecer na França (Leia a matéria: Felipe Massa consegue recuperar os pontos perdidos?) e ela aconteceu, mas ai que faltou uma análise importante em toda a história. A Ferrari não tem apenas Felipe Massa como piloto, Raikkonen também está no páreo, agora mais do que nunca. Com a vitória de hoje, o finlandês chegou aos 42 pontos, cinco a menos que o brasileiro, isso dá à Raikkonen condições de disputa e o pior (para nós brasileiros) é que essa disputa também se refere à preferência dentro da equipe italiana, o que ainda não está bem definido.

Quem vai ficar na frente? O pódio só tem lugar para três. Então que vença o melhor e se valer a torcida, que o melhor seja Felipe Massa.

A situação está embolada. Basta o Hamilton não completar uma única prova e Alonso, Massa e Raikkonen terminarem em primeiro, segundo e terceiro, não importando quem termine onde, pronto, o campeonato ou o restante dele está prestes a pegar fogo. Como vão ficar as outras provas? Quem vai ficar na frente? O pódio só tem lugar para três, locais em que está estão em jogo 10, 8 e 6 pontos. Então que vença o melhor e se valer a torcida, que o melhor seja Felipe Massa.
Mas ainda existe uma outra situação importantíssima de se levar em consideração. No ritmo de Hamilton é quase improvável que ele apresente algum tipo de problema ou erro, mas assim como ele já teve a primeira vitória ele também pode ter o primeiro erro feio e sair da pista, o problema é que a próxima corrida, no domingo que vem (08/07/07) é em Silverstone, Inglaterra, a casa de Hamilton, mas uma vez é só esperar é vê o que acontece.
Até a próxima.

Click aqui para ver a classificação completa do mundial de pilotos.


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