
As duas fases do show. Do executivo ao esporte.
Se a pergunta (quem matou Taís?) ficou tão em evidência na semana que passou, o que dizer da visita do padre Fábio de Melo a Belém? Antes de qualquer tipo de comentário, deixo claro que estarei comentando apenas o que vi e ouvi, nada é fruto de uma imaginação fértil. Até gosto muito das músicas do padre e tenho a discografia dele, completa.
No último show que o sacerdote fez em Belém, domingo a noite do dia 30 de setembro de 2007, a Assembléia Paraense ficou pequena para tanta gente. Até aí tudo bem.
Fiz-me presente no show. Este já é o terceiro espetáculo do padre cantor que participo. É inegável o momento de espiritualidade e oração proporcionado, mas infelizmente não é só isso.
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No domingo, bem ao meu lado, tinha uma senhora, que não sei o nome, que gritava dizendo que o padre era lindo, gostoso e todos os outros adjetivos possíveis para se dizer de um homem. Achou estranho? Bem, eu achei. Mas o que era ruim de ouvir ficou ainda pior. Pouco antes da metade do show, o padre, que mais parecia um executivo de paletó e gravata, mudou de roupa e ficou com uma camisa social e uma calça jeans, vestimenta suficiente para que a gloriosa mulher ao meu lado disparasse “agora sim. Ficou com jeitão de homem gostoso…..”
Não era só a mulher que fez esse escândalo, durante todo o show era possível ouvir gritos de “gostoso”, o que não tinha nada haver com um espetáculo, que a “priore”, é católico.
No carro, já no retorno para casa, conversava com alguns amigos que diziam sobre o momento de espiritualidade, mas confesso que não saia da minha cabeça a histeria de meninas de no máximo 18 anos se descabelando como se o padre fosse um pop star da vida.
Eu não sei se está certo, mas a evangelização pode estar tomando outros caminhos. Lembrando, não estou afirmando nada, apenas apresentando uma situação.













